Rabiscos ajudam executivos a achar soluções estratégicas

rabiscos

Grandes obras de Leonardo Da Vinci vieram de desenhos rudimentares, feitos de forma espontânea. O mesmo aconteceu com engenhocas de Thomas Edison ou projetos arquitetônicos de Frank Gehry. Tudo começou com meros rabiscos numa folha de papel.

E é justamente isto, o ato de rabiscar, que a escritora americana Sunni Brown está levando para dentro de empresas americanas, como Disney, Dell e Citibank, com objetivo de ajudá-las a criar mapas estratégicos ou resolver problemas corporativos.

“Passo muito tempo ensinando adultos a usar a linguagem visual e a rabiscar no ambiente de trabalho, mas, naturalmente, encontro muita resistência. É considerado um ato contraprodutivo”, disse Brown num evento em Long Beach chamado TED, que reúne especialistas de diversas áreas para palestras curtas de 18 minutos.

“Não existe [em inglês] uma definição positiva para rabiscar. Mas isso é uma ferramenta maravilhosa que precisamos reaprender a usar”, continuou Brown, que tem uma lista de cerca de cem empresas clientes.

ESPONTANEIDADE

“Fazer desenhos espontâneos ajuda a pensar e a se concentrar. É uma medida preventiva para não perder o foco”, afirmou.

Brown é coautora do livro “Gamestorming”, que usa jogos para revolver problemas no ambiente de trabalho. Ela está agora pesquisando para “The Doodle Revolution” (a revolução do rabisco), que será lançado em 2012.

Como parte da apresentação no TED, aplaudida de pé, Brown mostrou slides dos rabiscos de Frank Gehry para o museu Guggenheim Abu Dhabi e também outros de Bill Gates.

No livro, que já tem um site (www.doodlerevolution. com), haverá outros exemplos, como desenhos e anotações de Albert Einstein, Edison e Da Vinci, para ajudar a inverter a má reputação da atividade.

“Muitas pessoas rabiscam para relaxar, para entrar num estado meditativo, num espaço da mente que não está obcecado com lógica e análise. É instintivo”, disse Brown à Folha.

“Porém, para rabiscar estrategicamente, para negócios ou numa instituição de ensino, é preciso treino.”

ESTRATÉGIA

Brown, que se dedica ao estudo do tema há um ano, já passou várias vezes rabiscando oito horas por dia com executivos em empresas.

Um exemplo do que ela chama de “rabisco estratégico” pode ocorrer com um grupo em busca de um plano de crescimento da empresa para os próximos cinco anos.

“Enquanto eles conversam e vão desenhando, o papel ganha um significado, vira um mapa que mostra para onde eles estão indo, para onde querem ir”, explicou Brown. “Rabiscar é extremamente aplicável no mundo dos negócios. Temos que levar a sério.”

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/887763-rabiscos-ajudam-executivos-a-achar-solucoes-estrategicas.shtml

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