Programas facilitam a leigos criação de gráficos

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VERÔNICA COUTO

colaboração para a Folha de S.Paulo

Reunir e analisar dados não é mais tarefa restrita a cientistas e pesquisadores. Agora, qualquer um pode pesquisar o mundo e contar o que descobriu, por meio de técnicas de visualização de dados.

Conhecidas por nomes como nuvens de tags, árvores de palavras, ou Treemap, essas técnicas permitem ver e relacionar um maior volume de informação. Também aumentam a participação dos usuários na coleta e na crítica de dados, servindo a aplicações sociais, políticas e de entretenimento.

Ficou fácil criar e distribuir sua própria pesquisa eleitoral ou uma estatística sobre o consumo de água no seu prédio, em sites colaborativos, como o Dabble DB (dabbledb.com), o Swivel (www.swivel.com), ou o Many Eyes (www.many-eyes.com). Até as relações sociais em comunidades virtuais podem ser traduzidas em gráficos e diagramas, revelando preferências e padrões.

“Cidadãos têm a seu dispor, agora, uma quantidade absurda de ferramentas. Como conseqüência, muitos ‘não-profissionais’ estão coletando dados e os analisando”, diz o professor de estatística Mark Hansen, da UCLA (Universidade da Califórnia em Los Angeles).

Visualizações de dados são testadas em iniciativas de ponta do Media Lab, laboratório de mídia do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), na UCLA, ou, no Brasil, entre outras, na UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), em áreas como processamento de imagens médicas. Mas também podem ser vistas no varejo.

Estão na Amazon, no mapa do mercado financeiro da Smart Money, ou em experimentações jornalísticas do “New York Times” na internet.

“Isso ajuda as pessoas a ter consciência da complexidade do mundo. Os impactos são obscuros, perigosos, desafiantes. Podemos imaginar muitas novas interações sociais para coleta e intercâmbio de análises de dados”, diz Mark. Principalmente, explica, porque as pessoas estão filtrando as informações “por meio de suas próprias experiências, discutindo e compartilhando”.

A brasileira Fernanda Viégas também aponta a democratização da análise e a produção de dados. Ela é co-fundadora do Many Eyes, site que oferece 16 técnicas para estruturar informações. Em cerca de um ano, agregou 29 mil bases de dados, de 13 mil usuários. E também pessoas que relacionaram graficamente, por exemplo, as palavras usadas no poema “Os Lusíadas”, de Luís de Camões.

Segundo Fernanda, é grande a demanda por temas políticos, como análises de discursos da campanha presidencial dos EUA. “Os blogueiros também adoram”. Duas técnicas permitem visualizar a estrutura de textos longos: árvores de palavras e nuvens de tags. Comunidades virtuais e relações sociais podem ser vistas graficamente por meio de diagramas ou gráficos de volume.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u462870.shtml

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