“Você é a média das cinco pessoas com quem passa mais tempo”

Henry Ford, Thomas Edison, Warren Hardin (presidente dos EUA) e Harvey Firestone trocando uma idéia. O que será que conversavam?

Henry Ford, Thomas Edison, Warren Hardin (presidente dos EUA) e Harvey Firestone trocando uma idéia. O que será que conversavam?

“Diga-me com quem andas que te direi quem és”, falava minha mãe.

Talvez não quem é, mas certamente indica quem você vai se tornar.

Quantas vezes não chegamos com aquela ideia totalmente revolucionária, que tínhamos certeza que seria a coisa mais legal da vida, e um amigo nos joga pra baixo? Fazem você ficar com medo de tomar determinada decisão? Riem de você quando conta que vai começar uma dieta na segunda feira, e você até desiste de vergonha.

Ou o contrário, conta para aquele seu amigo que precisava perder uns quilinhos e recebe uma bela ajuda para mudar sua rotina?

Somos diretamente influenciados pelas opiniões, pontos de vistas e atitudes de nossos amigos. Obviamente, quanto mais próximos, maior a influência.

Li recentemente uma história sobre uma mulher formada em administração cujos cinco amigos mais próximos eram dois engenheiros do Google, um engenheiro da Eventbrite, um arquiteto, e seu pai, que era presidente de um clube de futebol. O texto conta que Jane, inspirada por como os amigos amavam seus empregos e como se sentiam realizados, resolveu começar a programar. Em nove meses, saiu do seu emprego provisório, fora da sua área de formação, e se tornou uma engenheira de software. Foi de nunca ter escrito um único código para programar todos os dias. E ainda aprendeu a falar chinês.

Pessoas tendem a acreditar que grande parte das suas ações é ditada simplesmente por sua própria vontade, mas ao longo da história podemos ver centenas de casos de sucesso onde amigos foram bem sucedidos juntos, um empurrando o outro pra frente, fazendo com que o sucesso de ambos fosse inevitável.

Na minha vida, tive sorte não de ter realizado algo mas de ter encontrado parceiros que me incentivaram a me tornar uma pessoa melhor e que tentaram melhorar as vidas dos outros.

Há alguns anos, trabalhando em uma empresa quase falida recém-absorvida por uma forte companhia emergente, tive a sorte de não ser demitido, uma vez que os objetivos da compradora não incluíam a minha área de especialização. Fui encaminhado para acompanhar um projeto de algo que nunca tinha visto na vida. Eu era o cabeludo que usava camisa de banda e calça larga, sem muito carisma. Não estava nem um pouco me importando com o que pensavam. O cara que eu iria acompanhar era a pessoa mais simpática que já conheci, o tipo que em alguns minutos tem a atenção de qualquer garota, cliente ou provável futuro amigo. Era bem feio, até as garotas falavam isso, mas nenhuma delas conseguia ficar longe do mojo do rapaz.

Nessa época, eu só andava com ele, pra cima e para baixo. Era tão impressionante a capacidade e o carisma que ele havia desenvolvido que comecei a observar os detalhes. A forma com que cumprimentava todo mundo, a voz enérgica, a postura sempre positiva, a prontidão e disposição para tudo.

Felizmente, hoje em dia, elogiam em mim essas mesmas características. Ainda estou longe de alcançar aquele grau de carisma e confiança, mas meu sucesso foi totalmente definido pela minha recente amizade com ele.

Entretanto, já vi o oposto acontecer.

Meu irmão é um cara dos mais inteligentes que conheci. No começo da idade adulta, enquanto eu andava com os nerds, ele se juntou aos “caras errados”. Em pouco tempo, perdeu todos os plurais do seu vocabulário e praticamente se forçava a falar errado – porque “é como meus amigos falam”. Se vestia mal e perdeu grandes oportunidades de trabalho por vícios causados por essas amizades. Parecia querer sempre se manter por baixo, ser menos do que podia ser. As amizades erradas o levaram para um destino muito diferente do que qualquer pessoa poderia prever. Para se igualar aos amigos, ele absorveu seus defeitos e abdicou de suas próprias qualidades.

Você deve estar se perguntando:

“qual influência meus amigos têm sobre mim? Para onde estão me levando?”
Mas por que você não se pergunta o seguinte:

“Qual é a influência que tenho sobre meus amigos? Para onde eu os estou levando? Sou um bom amigo? Estou incentivando as atitudes certas? Intervindo e dando conselhos quando necessário?”

Somos peças importantes na vida de nossos amigos. Nosso objetivo conjunto deve ser sempre a busca de uma vida melhor. Procurar o apoio de novos amigos para alcançar sucesso é um caminho doloroso, mas em algum momento você acaba se afastando de quem não agrega mais nada.

Quer outro bom exemplo? Imagine Steve Jobs e Steve Wazniak sonhando com a Apple. Ou Bill Gates, Steve Ballmer e Paul Allen criando a Microsoft. Ou mesmo com todas as desavenças, Eduardo Saverin e Mark Zuckeberg do Facebook.

Poderia ter sido você e seus amigos.

Fonte: http://www.papodehomem.com.br/voce-e-a-media-das-cinco-pessoas-com-quem-passa-mais-tempo?utm_content=buffer55a82&utm_medium=social&utm_source=facebook.com&utm_campaign=buffer

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